Saiba como escolher nobreak empresarial ideal para sua empresa. Guia completo sobre consumo, autonomia, custos e fatores técnicos.
Introdução
Uma queda de energia pode custar caro para qualquer empresa: perda de dados, paralisação de operações e até riscos de segurança. O nobreak empresarial (UPS) garante continuidade e proteção, mas escolher o modelo correto exige atenção a vários fatores.
Neste guia, vamos mostrar como escolher nobreak empresarial de forma estratégica, evitando gastos desnecessários e garantindo a segurança das operações.
1. Avalie o consumo de energia da sua empresa
Antes de comprar um nobreak, é fundamental dimensionar corretamente a carga:
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Liste os equipamentos críticos: servidores, switches, roteadores, sistemas de telefonia, equipamentos médicos ou industriais.
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Calcule a potência total: some os consumos em Watts/VA e adicione 20% a 30% de folga para expansões futuras.
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Atenção ao pico de partida: alguns equipamentos consomem mais energia ao ligar, e o nobreak precisa suportar esse pico.
2. Defina a autonomia das baterias
Uma das decisões mais importantes é quanto tempo o nobreak deve manter os equipamentos funcionando:
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Autonomia curta (5–15 minutos): suficiente para desligamento seguro ou até o gerador assumir.
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Autonomia longa: necessária em locais sem gerador, mas exige maior investimento em baterias.
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Bancos de baterias externos: projetados para operações críticas que exigem continuidade prolongada.
3. Entenda os tipos de nobreak (topologia)
Cada topologia atende a necessidades diferentes:
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Interativo: mais econômico, indicado para escritórios pequenos.
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Senoidal: entrega energia mais estável, recomendado para equipamentos sensíveis.
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Online dupla conversão: máxima proteção contra falhas, ideal para ambientes críticos como data centers, hospitais e indústrias.
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Modulares: permitem expandir a capacidade sem substituir todo o sistema.
4. Considere o consumo energético e custos ocultos
O preço do nobreak é apenas parte da conta. Avalie também:
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Eficiência energética: influencia no consumo de longo prazo.
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Fator de potência: modelos modernos oferecem maior aproveitamento de energia.
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Custos de manutenção: inclua revisões periódicas e a troca de baterias no planejamento.
5. Verifique a infraestrutura elétrica
Para garantir o bom funcionamento:
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Tensão de entrada e saída compatível com sua rede elétrica.
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Climatização adequada: nobreaks maiores geram calor e precisam de ventilação.
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Espaço físico e acessibilidade: importante para manutenção preventiva.
6. Invista em monitoramento e gestão
Um bom nobreak vai além da proteção elétrica:
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Monitoramento remoto via software ou rede (SNMP).
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Alarmes e relatórios para prever falhas e otimizar operações.
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Integração com geradores para ambientes de missão crítica.
7. Escolha fabricantes e fornecedores de confiança
Ao decidir, priorize:
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Marcas reconhecidas e com histórico positivo no mercado.
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Assistência técnica especializada com SLA rápido.
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Peças e baterias originais, que garantem vida útil e segurança.
8. Compare orçamento e retorno sobre o investimento
O nobreak deve ser visto como investimento em continuidade de negócios:
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Compare o custo do equipamento com os prejuízos de uma interrupção.
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Considere a vida útil: modelos de qualidade podem durar mais de 10 anos.
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Lembre-se: o mais barato nem sempre é o mais econômico a longo prazo.
9. Normas e regulamentações
Certifique-se de que o nobreak escolhido atende às normas técnicas (ABNT, IEC, IEEE) e às exigências de segurança elétrica. Para setores regulados, como saúde e indústria, isso é indispensável.
Conclusão
Escolher um nobreak empresarial não é apenas uma questão de potência ou preço. É preciso avaliar carga, autonomia, topologia, custos de operação, infraestrutura e suporte técnico.
Um bom sistema de energia ininterrupta garante segurança, eficiência e tranquilidade para a empresa continuar operando sem riscos.



